Devido ao momento conflitante no cenário sertanejo, vem à tona o surgimento de um “personagem-herói” que, lutando por suas próprias causas no contexto social e da defesa dos direitos sociais daquela parcela dos esquecidos pelos entes governamentais, encontra seu trágico destino. O sertão sempre foi palco de promessas políticas que nunca foram colocadas em prática, provocando reações das mais diversas ao longo da história, no cenário político brasileiro. Sempre se prometia, mas nunca se cumpria, tornando o sertão um alvo fácil de propaganda político-eleitoreira.
No tocante às questões relativas ao tema abordado, observa-se algumas lacunas passíveis de investigação, como por exemplo: a criação de uma personagem por parte da imprensa e da sociedade local. Sob as circunstâncias ideológicas e políticas que envolviam a imprensa da época, qual seria o real interesse de Lampião em querer ser notado pelas autoridades e o da imprensa em servir de vitrine para o cangaceiro? Estas e outras questões denotam um caminho a ser percorrido, pois diante das circunstâncias observadas a partir de fatos noticiados nos jornais, rádios e revistas da época, se percebe a necessidade de averiguação da atuação da imprensa, na construção desse enigmático e contraditório personagem.
O viés político ideológico da imprensa, as influências políticas regionais, a premissa de que o sertão já havia, outrora, sido palco de investidas neste sentido, como é o caso da Guerra de Canudos, servem como elementos de revolta e faísca para uma bomba que está prestes a explodir. A fama de “Salvador da Pátria” e “Robin Hood do Sertão” do personagem que já se alastrava carecia de um estudo minucioso, propenso a demandar as importantes questões que o tema requer.
ISBN: 978-65-80725-55-7
Autora: Sebastião Amâncio
Páginas: 80
R$ 50,00




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