O trabalho de Bruna Roriz analisa as relações de uma das mais relevantes editoras latino-americanas do século XX, a mexicana Fondo de Cultura Económica (FCE), com sua distribuidora exclusiva no Brasil, a Livraria Mestre Jou, que, desde a capital paulista, exerceu um importante papel na circulação dos livros. A autora, no sentido lato da palavra editionis, mostra como os circuitos de comunicação estabelecidos entre uma editora e uma livraria promoveram não somente a distribuição de livros, mas intercambiaram e celebraram ideias, culturas e experiências entre os anos de 1952 a 1965. De volta à pergunta: para que serve uma editora? A FCE, além de estabelecer relações comerciais com o Brasil, colocou em prática, como bem mostra a autora, a missão de integração cultural da América Latina, tão em voga no período estudado. Nesse sentido, o trabalho de Bruna Roriz, com grande rigor analítico, transcende o espaço nacional e adota uma metodologia de pesquisa que coloca em perspectiva as conexões transnacionais entre editoras e editores, livrarias e livreiros, intelectuais e mediadores.
Adriane Vidal Costa
Professora de Histórias das Américas
Universidade Federal de Minas Gerais
ISBN: 978-65-80725-51-9
Autor: Bruna Marinho Valle Roriz
Páginas: 266
R$ 50,00




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