“Minas abertas e patrimônios gerais” oferece um olhar incisivo sobre os aparelhos obscuros da razão colonial-mineral que conectam passado, presente e futuro na mesma trama de expropriações, destruições e reexistências. Ao explorar a natureza seletiva dos investimentos que as grandes empresas de mineração fazem hoje na “preservação do patrimônio cultural” de Ouro Preto, Lucas Ramos de Oliveira Santos mostra como o extrativismo mineiro do presente usa o passado para legitimar seus empreendimentos expropriatórios no futuro.
A monumentalização de Ouro Preto do século XVIII é usada para encobrir as ruínas do presente que a “máquina do mundo” (Drummond de Andrade) deixa em seu rastro. A patrimonialização seletiva do ciclo do ouro colonial funciona apenas como uma grande cortina que finge cobrir a poeira e os rejeitos tóxicos da atual voracidade do ferro, que hoje engolfe cursos d’água e povoados inteiros, enquanto “preserva” a fachada barroca ocasional. Portanto, é uma leitura fundamental para desmantelar a lógica colonial da chamada “minero-dependência”.
Lucas Ramos de Oliveira Santos
Detalhes da obra
ISBN: 978-65-80725-59-5
Autora: Lucas Ramos de Oliveira Campos
Dimensões: 15×21
Páginas: 224
R$ 60,00




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